Cirurgia personalizada: um avanço na cura da catarata

Cirurgia personalizada: um avanço na cura da catarata

Publicado em 30/05/2018 por Revista algomais às 18:13

A tecnologia está inserida na medicina de forma cada vez mais inovadora. Graças ao seu avanço, os tratamentos ganharam novas versões, que estão aperfeiçoando os procedimentos médicos e tornando mais rápida a recuperação do paciente. Na oftalmologia, a cirurgia de catarata – única maneira de curar a doença – é um dos recursos que foram beneficiados pela tecnologia. Hoje, o procedimento pode ser feito com instrumentos modernos e maior eficiência em relação ao método tradicional. Um exemplo deste avanço é a cirurgia personalizada de catarata, que se diferencia por fazer um mapeamento individual para cada caso.

“Existe uma personalização que torna tudo voltado especificamente para o olho do paciente”, comenta a médica oftalmologista do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE), Bruna Ventura. “Enquanto a cirurgia convencional utiliza um método padrão, hoje nós realizamos exames para analisar e definir onde serão efetuados os cortes, que são minúsculos, mas conseguem refinar a visão. Cada olho tem características distintas e o local do corte depende dessas particularidades. Pode acontecer de a mesma pessoa ter dois procedimentos diferentes, um para cada olho”, complementa.

Os materiais também tiveram melhorias. Na cirurgia tradicional, o oftalmologista utiliza o bisturi para fazer uma incisão de 2 a 3 milímetros na córnea. Em seguida, são utilizados outros instrumentos para aspirar os tecidos opacos. Por fim, a abertura é costurada com pequenos pontos. Este método é totalmente manual, o que torna o procedimento mais lento. Já o procedimento moderno utiliza laser e faz uma incisão de até 1,5mm, além de inserir uma lente intraocular para corrigir problemas de visão.

“A implantação da lente ocular também passa por um processo de personalização. Precisamos analisar qual tipo de lente será implantado, e isso vai depender das características do olho do paciente”, explica Bruna Ventura. “Com a alta tecnologia, temos aparelhos para medir e identificar as características de cada olho. Com base nisso, a cirurgia é programada”, conclui a doutora.

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