Junho Violeta alerta para o risco do ceratocone

Junho Violeta alerta para o risco do ceratocone

Publicado em 25/06/2020 por Revista algomais às 6:49
Distrofia afeta uma em cada duas mil pessoas, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Doença costuma surgir entre os 13 a 18 anos e tende a se estabilizar aos 35

Visão borrada, sensibilidade à luz e dificuldade para enxergar à noite. Esses são alguns dos sintomas do ceratocone, patologia corneana que tem como característica o afinamento da córnea e um aumento na sua curvatura. Essas alterações podem ocasionar o surgimento da miopia, elevação do grau de astigmatismo e piora da acuidade visual. “Muitos pacientes não sabem que têm ceratocone, uma vez que seus sintomas podem ser confundidos com os de um distúrbio refracional, como, por exemplo, o astigmatismo”, relata a oftalmologista Mirella Maranhão, do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE).

O desafio é o diagnóstico precoce da patologia, principalmente naqueles pacientes que apresentam progressão da miopia e astigmatismo, mas permanecem com uma acuidade visual com óculos normal e sem sinais clínicos típicos. “Por isso a importância da consulta periódica com o oftalmologista”, orienta. Além de avaliar o histórico familiar, pois a maioria dos casos de ceratocone tem relação com a hereditariedade, é necessário incluir alguns exames complementares. A topografia corneana possibilita a avaliação da superfície e curvatura da córnea e é considerado um bom exame para o diagnóstico.

O ceratocone geralmente se manifesta na adolescência e é bilateral, com desenvolvimento assimétrico, ou seja, um olho pode ser mais acometido que o outro. Pode estar associado a outras alterações oculares, especialmente àquelas relacionadas a alergias e ao hábito de coçar os olhos. Sem tratamento, a piora da visão pode ser progressiva, inclusive podendo causar cegueira.

O tratamento depende do estágio da doença. “As lentes rígidas são as que proporcionam uma melhora da qualidade e quantidade da visão. Essas lentes evoluíram muito nos últimos trinta anos e, hoje, possuem vários tipos e curvaturas. Mesmo em casos avançados, podemos adaptar as lentes esclerais e obter uma resposta satisfatória”, explica Mirella. O tratamento cirúrgico consiste no Crosslink, anel intraestromal e transplantes de córnea, esse último realizado naqueles casos avançados em que as lentes rígidas e o anel intraestromal já não são mais indicados.

A evolução do ceratocone pode ser rápida ou levar anos. “O ideal é que todos os pacientes diagnosticados com ceratocone sejam acompanhados semestralmente em um centro de referência que disponha de todos os recursos para seu diagnóstico e tratamento”, orienta a oftalmologista.

Prevenção – Algumas atitudes na rotina podem ajudar a prevenir e até mesmo evitar o desenvolvimento da doença. Pessoas com hábito de coçar os olhos possuem mais chances de desenvolvimento da doença, além de maior chance de progressão caso já tenha o diagnóstico, portanto esse hábito deve ser evitado.

Para continuar lendo:
Tenha acesso a 5 textos
gratuitos todo mês
Cadastre-se gratuitamente »
Aproveite todo conteúdo da Revista Algomais sem limites
Assine »