Prejuvenescimento: a partir de qual idade é seguro realizar cirurgias estéticas?

Prejuvenescimento: a partir de qual idade é seguro realizar cirurgias estéticas?

Publicado em 08/01/2020 por Revista algomais às 12:11
O número de jovens que procuram melhoria estética por meio de cirurgias plásticas tem crescido de forma substancial; o Dr. Paolo Rubez explica a tendência e esclarece em quais casos os procedimentos devem ou não ser feitos.

Você já ouviu falar em prejuvenescimento? Enquanto vemos um movimento que reafirma a necessidade de se sentir bem com o inevitável envelhecimento natural, percebemos também que, cada vez mais, jovens de 20 a 30 anos estão buscando técnicas estéticas que visam tratar sinais de envelhecimento, tanto por meio de cosméticos quanto por procedimentos cirúrgicos. “A ciência dos cosméticos passa agora por nova transformação, com uma nova tendência de produtos antirrugas elaborados para a pele jovem, de até 35 anos, quando a maioria dos sinais ainda é imperceptível. Isso acontece porque é cada vez mais comum ver jovens dessa faixa etária interessados em realizar procedimentos estéticos, como por exemplo preenchimentos ou tratamentos com toxina botulínica”, explica o Dr. Paolo Rubez, cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (ASPS).

A pergunta que surge é: essa tendência se dá por razões legítimas ou estão os jovens sendo influenciados pela pressão estética das redes sociais ou do mercado de trabalho? Seja como for, o Dr. Paolo esclarece que o que acontece não é um tratamento precoce dos sinais de envelhecimento, e sim uma forma de prevenção. “Começamos a produzir menos fibra de colágeno a partir dos 25 anos e essa perda começa a se tornar significativa aos 35. Por isso, iniciar os cuidados com tratamentos médicos nessa idade não é inadequado, não se trata de um prejuvenescimento, e sim de uma prevenção”, afirma.

Segundo o Dr. Paolo, dentre os tratamentos menos invasivos o mais recorrente é a toxina botulínica, usada para prevenir a formação de rugas, marcas de expressão e preenchimento de áreas, a exemplo do nariz, olheiras e os lábios. “O profissional deve respeitar a fisiologia de formação do corpo. Ou seja, é exagero pensar em cirurgia plástica antes dos 15 anos, por exemplo. Após os 18 anos, quando a puberdade está estabelecida e consolidada, já não há grandes problemas”, diz.

Porém, não são só os jovens adultos que estão recorrendo às cirurgias. Segundo dados publicados em 2016 pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), nos últimos dez anos houve um aumento de 141% em cirurgias plásticas na faixa etária de 13 a 18 anos, colocando o Brasil na liderança em números de jovens que passam por esse tipo de cirurgia. O médico esclarece que, quando o adolescente chega ao consultório com suas queixas, é necessário observar o quanto aquilo o incomoda e, a partir disso, conversar com os pais. “O cirurgião deve ser sincero. Quando o procedimento pode ser prejudicial ao adolescente eu digo que não deve ser feito e oriento-o a esperar mais um pouco. É importante frisar que, independentemente da idade, qualquer cirurgia estética deve ser feita sob acompanhamento de um cirurgião de confiança e que seja membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica”, finaliza.

PAOLO RUBEZ: Cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), Dr. Paolo Rubez é Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP. O médico é especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com o Dr Bahman Guyuron (em Cleveland – EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade, e pela Escola Paulista de Medicina/UNIFESP. http://drpaolorubez.com.br/

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