Reeducandos do sistema prisional participam da maratona para plantio de mudas no Recife

Reeducandos do sistema prisional participam da maratona para plantio de mudas no Recife

Publicado em 03/06/2019 por Revista algomais às 12:41

Três reeducandos que cumprem pena no regime aberto integram a equipe de trabalhadores que vão atuar no projeto Maratona Verde, iniciativa da Prefeitura do Recife com o intuito de plantar 10 mil mudas na Semana do Meio Ambiente do Recife. A ação começa nesta segunda (03) e acontece até domingo (09). Os apenados são beneficiados com um convênio de empregabilidade que a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) mantém com a gestão municipal.

O plantio histórico, além de conscientizar as pessoas quanto ao aquecimento global e combater as ondas de calor, também aponta o caminho para a ressocialização de apenados que estão em liberdade, recomeçando a vida através do trabalho. Os reeducandos são assistidos pelo Patronato Penitenciário, órgão vinculado à SJDH, responsável por oferecer apoio jurídico e psicossocial aos egressos prisionais.

A oportunidade oferecida aos apenados é um dos pilares para diminuir a reincidência criminal. “A contratação de mão de obra carcerária contribui diretamente para a redução dos índices de violência. Atualmente, mais de 950 egressos prisionais atuam na limpeza de ruas, praças e praias em cidades como Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Caruaru”, aponta o superintendente do Patronato Penitenciário, Josafá Reis.

A Maratona Verde, idealizada pela Secretaria de Meio Ambiente, pretende engajar a sociedade civil, através de escolas, condomínios, empresas, entre outras organizações. Os interessados devem se inscrever no site www.meioambiente.recife.pe.gov.br. Uma equipe técnica avalia o local que pode receber as mudas e os trabalhadores fazem o plantio.

Independente da ação, os egressos trabalham na Sementeira de Casa Amarela diariamente e recebem um salário mínimo. Os convênios não são regidos pela CLT e sim pela Lei de Execuções Penais, o que isenta o empregador de pagar 13° salário, férias e outros encargos sociais.

“É um trabalho gratificante, porque além de conseguir sustentar minha família de forma digna, contribuo para o bem estar da cidade amenizando as ondas de calor e ampliando as áreas verdes”, conta o reeducando Luiz Nascimento, 48, que trabalha na sementeira desde 2017.

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