07 dicas de quadrinhos em financiamento coletivo
Eduardo Martins

07 dicas de quadrinhos em financiamento coletivo

Publicado em 11/05/2020 por Algomais às 16:55
Nathan Never, da editora Italiana Bonelli, entre outros títulos podem ser apoiados via financiamento coletivo. (Foto: Divulação)

Quando estamos folheando um quadrinho que acabamos de receber, dificilmente a gente para pra pensar quanto custou para produzi-lo. Na maioria das vezes, mais de 80% de cada livro feito é dividido em impressão, produção editorial e distribuição.  Portanto, é necessário produzir em uma escala maior, para que o financiamento seja mais vantajoso para quem faz.

No final das contas, para pequenas ou médias editoras e para artistas independentes as plataformas online de financiamento coletivo se tornam uma opção viável para publicar quadrinhos. No modelo “É tudo ou nada”, as campanhas precisam atingir o valor mínimo e só assim começar a produção em escala de um novo quadrinho sem riscos com o “encalhe”, que abarrotam depósitos e se tornam prejuízo para as editoras.

Dois clássicos da HQ espanhola para adultos em uma única campanha pela editora Figura. (Foto: Divulgação)

 

Desde 2006, a editora Figura, quando lançou seu primeiro quadrinho nesse modelo – Sharaz-de, do autor Sergio Toppi, continua ainda hoje com projetos iniciados através de campanhas de crowdfunding. Já a estreante no mercado, a editora Graphite lançou recentemente em janeiro de 2020, o quadrinho Brad Barron e já engatou uma nova campanha com outra obra italiana, Nathan Never.

Artistas independentes também utilizam as famosas “vaquinhas online” para produzir em menor escala suas obras. Para muitos, começar a carreira com um lançamento em uma editora maior é quase uma missão impossível. Além disso, as campanhas possibilitam ao leitor uma experiência nova, onde ele se sente parte do processo. Camisas, chaveiros, adesivos, desenhos originais exclusivos e o seu nome nos agradecimentos impresso no quadrinho são algumas das estratégias para conseguir bater a meta.

Eu separei 07 quadrinhos que ainda estão com campanhas ativas via plataforma de financiamento coletivo. Todas com um acabamento, aparentemente, impecáveis. Se liga!

 

Capa de Nathan Never, Volume 1, pela editora Graphite. Obra estava fora de catálogo no Brasil. (Foto: Divulgação)

 

Nathan Never (Vol. 1) por Graphite Editora

Nas palavras do próprio tradutor da obra para português, Paulo Guanaes: “Em 2020, a Graphite Editora traz de volta ao Brasil a humanidade de Nathan Never, um misto de anti-herói cínico e descontraído, que não possui enxertos biônicos ou poderes extra-sensoriais, mas, não se engane, que se confunde com a antiga figura do herói impecável e destemido, lutando por justiça na megalópole onde atua.”

 

Na campanha de pré-venda de Torpedo 1936 e Kraken, os quadrinhos estão com descontos que variam até 40%. (Foto: Divulgação)

 

Torpedo 1936 (Vol. 1) + Kraken por Figura Editora

A Figura Editora lança em uma mesma campanha, dois grandes quadrinhos do talentoso desenhista espanhol Jordi Bernet. TORPEDO 1936 (vol. 1), quadrinho no melhor estilo gangsters, com roteiro de Enrique Sánchez Abulí. E KRAKEN, clássico cult do quadrinho espanhol, com roteiro de Antonio Segura. Nessa campanha de pré-venda, descontos que variam de 40% (no combo com duração de 36 horas) à 30%.

 

Mistério, aventura, intrigas políticas e artes marciais na China do século 19 é o que promete Shangai Devil. (Foto: Divulgação)

 

Shanghai Devil (Vol. 1) por Red Dragon Publisher

Em sua série original italiana, publicada entre outubro de 2011 e março de 2013, Shanghai Devil teve 18 edições que serão compiladas em 4 volumes pela Red Dragon. Shanghai Devil é uma série em quadrinhos escrita por Gianfranco Manfredi, publicada na Itália pela Sergio Bonelli Editore. Uma chance dos fãs da editora conhecer novos títulos.

 

Páginas do quadrinho Os Gatos de Ulthar, do autor Leander Moura. (Foto: Divulgação)

 

Os gatos de Ulthar por Editora Diário Macabro

O desenhista de quadrinhos Leander Moura criou uma adaptação de Os Gatos de Ulthar, do cultuado escritor de terror H.P. Lovecraft, obra que comemora 100 anos em 2020. Sombrio e carregado no nanquim preto, o quadrinho é uma bela aposta para quem gosta do gênero terror.

 

Capa de Shogum dos Mortos, pelo desenhista Daniel Bretas. (Foto: Divulgação)

 

Shogum dos Mortos – As Sete Faces do Horror por Editora Draco

Shogum dos Mortos é uma série de quadrinhos ambientada em um Japão feudal infestado de samurais mortos-vivos, criada e escrita pelo mineiro Daniel Werneck. “As histórias de Shogum dos Mortos – As Sete Faces do Horror apresentam a origem de um samurai negro que parece ser o mais maligno de todos os guerreiros do general desmorto!”, segundo a página do projeto no Catarse.

 

Detalhe da página de O Poderoso Maximus Premium, desenhada por Carlos Paul. (Foto: Divulgação)

 

O Poderoso Maximus Premium por Editora Universo Fantástico

Imagina um super-herói ao melhor estilo Superman, um professor de Literatura que adquiri seus poderes através do “Medalhão do Sol” e depois disso é capaz de voar, disparar rajadas energéticas. Com a força descomunal e sobre-humana, eis que surge O Poderoso Maximus, um super-herói brasileiro criado por Alan Yango. Além dele, o quadrinho conta com uma equipe de talentosos desenhistas paraenses. Esse é o primeiro quadrinho da editora Universo Fantástico.

 


Sobre a Gibitown – Parafraseando Chico Science, a cidade do mangue ergueu uma nova e assim surgiu a Cidade do Gibi. O assunto aqui é quadrinhos. Marvel, DC, Image, editoras nacionais, quadrinhos independentes. Do clássico ao contemporâneo, vamos trazer o que existe de melhor no universo da nona arte em Pernambuco, no Brasil e ao redor do mundo. Sem distinção. A coluna é escrita pelo empresário e jornalista pernambucano Eduardo Martins.  Para envio de materiais, sugestões e críticas, mande e-mail para edmartins@gmail.com

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