O negócio é você
Alessandro Carneiro

O negócio é você

Publicado em 19/12/2019 por Revista algomais às 14:23

Nós somos formados pelos genes de nosso pai e de nossa mãe. Deles adquirimos habilidades genéticas. Se seu pai é jogador de basquete e tem 2,10 metros, certamente você herdará esse “diferencial”. Outras habilidades podem ser ensinadas por eles. Nossos pais podem nos inspirar. Com os Beatles não foi diferente. John e Paul tiveram grande influência de seus pais. John aprendeu banjo com sua mãe, Julia. Paul teve, igualmente, uma linhagem musical na família, seu pai, um comerciante de algodão que também era músico.

Depois da família, vem o ambiente em que você vive, as outras pessoas, as conexões, os lugares. Para os Beatles isso era representado por Liverpool. Uma cidade portuária (como o Recife) que respirava música. No final da década de 50 existiam mais de 300 bandas em Liverpool. Vejam, hoje Liverpool é uma cidade de pouco mais de 480 mil habitantes. Naquela época 300 bandas numa cidade tão pequena, não era algo desprezível. Um verdadeiro celeiro de talentos.

É bem possível que se você somar todos os fatores, genética, influências, ambiente, conexões, você tenha uma noção sobre qual atividade escolher. Essa “sensação” é o seu negócio. O negócio é você, ele reproduz sua personalidade.

Normalmente não é fácil saber para o que fomos talhados. Escolhemos nossa profissão e muitas vezes nos deparamos com um contexto totalmente diferente daquilo que esperávamos. As escolas promoviam testes vocacionais para entender, de acordo com um questionário, para que área nossos “genes” eram mais propícios a desenvolver habilidades. Não à toa, temos muitos casos de grandes médicos filhos de médicos, advogados filhos de advogados, contadores filhos de contadores. Eu sou filho de um contador. Ele, de alguma forma, me influenciou. Os filhos, principalmente em sua fase “rebelde rock’n’roll” querem seguir seu próprio caminho, alçar um voo solitário. Isso, de alguma forma, é uma maneira de dizer ao mundo: venci sozinho.
Seguir a profissão dos pais não significa, absolutamente, que você não pode voar sozinho, muito pelo contrário. Mas você tem que ter alguém que lhe ensine a tocar banjo na adolescência se quiser, um dia, ser um Beatle.

Um ícone do mundo coorporativo, Steve Jobs, teve grande influência de seu pai adotivo. As influências não precisam ser, necessariamente, em relação à profissão, afinal a pai adotivo de Jobs (Paul) era mecânico, mas os princípios da mecânica (ele reformava e vendia carros) não foram absorvidos pelo filho, que aproveitou os tempos que passava na garagem com seu pai para aprender as primeiras lições sobre design (que tanto caracteriza os produtos da Apple). Nesse caso, o ambiente foi uma catapulta para encontrar aquilo que todos nós buscamos: o botão de ignição. Achar esse botão não é fácil. Alguns felizardos nascem sabendo onde está esse botão, no entanto, a maioria de nós precisa “sofrer” um pouco mais para descobrir.

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