Pólo Marginal apresenta Opereta de Rua e reúne diversos convidados no sábado (12)

Pólo Marginal apresenta Opereta de Rua e reúne diversos convidados no sábado (12)

Publicado em 11/05/2018 por Revista algomais às 9:59
Adriano Lima

Neste sábado (12), às 20h, após apresentações em seis municípios e/ou comunidades da região metropolitana do Recife realizadas durante os meses de abril e maio, o Grupo Loucos e Oprimidos da Maciel encerra a temporada de Pólo Marginal – Opereta de Rua. O espetáculo será encenado no local que marca o surgimento do grupo e que faz parte do nome da trupe: a Praça Maciel Pinheiro. Em frente à Igreja Matriz da Boa Vista, haverá, além da apresentação do espetáculo, uma roda poética em homenagem aos poetas Luna, França e Espinhara, representantes do movimento de poesia marginal do Recife nos anos 80. Na ocasião, o Loucos e Oprimidos fará, ainda, o pré-lançamento de pesquisa a ser desenvolvida baseadas nas obras dos três poetas. Entre os convidados da noite, Sarau da Boa Vista, POESIS e outros poetas artistas. Assim como nas outras apresentações, haverá intérprete de libras.

A pesquisa a ser desenvolvida e pré-lançada no sábado será intitulada Primeiro Ato: Poética Marginal e estuda o movimento de escritores independentes, que teve muito destaque em Recife na década de 80. Especialmente a partir da ótica de três deles: Francisco Espinhara, Erickson Luna e França. O Grupo estudará as Influências e contribuições destes artistas e produzirá um material com DVD, fotos, entrevistas com pessoas relacionadas a eles, ilustrações, etc. A partir daí, criarão um roteiro de teatro de rua chamado Trilogia da Poética Marginal. A proposta do Grupo Loucos e Oprimidos da Maciel é levar a música e a poesia marginal pernambucana, por meio da linguagem do Teatro de Rua, para um público com menos acesso aos bens artísticos e culturais.

Incentivado pelo FUNCULTURA/FUNDARPE/Secretaria de Cultura/ Governo de Pernambuco, o espetáculo Pólo Marginal – Opereta de Rua foi elaborado a partir da obra poética de Marco Pólo Guimarães – jornalista, poeta e músico, remanescente da geração de 65 – com roteiro e direção de Carlos Salles (In Memoriam) e assistência de direção de Rodrigo Torres. A primeira apresentação do espetáculo aconteceu em 12 de março de 2010 na Praça Maciel Pinheiro, centro do Recife, como parte das ações do aniversário da cidade, com apoio da Prefeitura. Conta a história de um grupo de artistas – poetas – saltimbancos que personificam a figura do pirata e aportam no centro de uma cidade. Eles levam a força da poesia como forma de provocar as pessoas com relação à sensibilidade e a emoção presente em cada delas, ora utilizando versos livres, ora rimados. São poemas fortes e lancinantes que falam das várias facetas do poeta como: solidão, tristeza, fugacidade, o vazio existente em cada um. Por meio destes versos, espetáculo propõe também uma radiografia dos problemas comumente observados nos grandes centros urbanos, tais como a prostituição, a religiosidade do povo, a miséria, a fome, os meninos em situação de rua, ou seja, o homem contemporâneo, suas angústias e seus medos. A trama é reforçada pela música da “Ave Sangria” célebre banda recifense dos anos 70 – pioneira na fusão sonora de ritmos locais com o rock e o blues – que voltou, há aproximadamente três anos à cena musical e da qual o autor era vocalista e compositor. No elenco: Anderson Porcino, Chico Vieira, Erico Barreto, Franklin Moura, Roberta Lúcia, Rodrigo Torres, Sandro Sant’na e Walgrene Agra.

Grupo de Teatro de Rua Loucos e Oprimidos da Maciel – o grupo surgiu em julho de 2007, por meio de um coletivo de artistas frequentadores da Praça Maciel Pinheiro, reduto da boemia do centro do Recife. Em outubro do mesmo ano, estrearam o espetáculo “Do Moço e do Bêbado Luna”, baseado na obra literária e musical do polêmico poeta Erickson Luna, abrindo o 5⁰ Festival de Teatro de Rua do Recife, realização do Movimento de Teatro Popular de Pernambuco – MTP/PE. O objetivo do grupo, que possui três espetáculos autorais, é trabalhar a poesia genuinamente pernambucana com pesquisas, laboratórios e jogos teatrais, buscando uma linguagem própria para o fazer teatral de rua da trupe. Em dezembro do ano passado, em comemoração à década de existência, realizaram o projeto “10 Anos Loucos”, com apresentação do grupo e participação de vários outros artistas de Pernambuco, no Mercado da Boa Vista, Recife.

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