FGV aponta que economia cresceu 0,2% no trimestre

FGV aponta que economia cresceu 0,2% no trimestre

Publicado em 14/08/2019 por Revista algomais às 18:48
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

De acordo com o Monitor do PIB-FGV, divulgado hoje (14), no Rio de Janeiro, o Produto Interno Bruto brasileiro (PIB), que é soma de todos os bens e serviços fabricados no país, cresceu 0,2% no segundo trimestre deste ano em comparação aos três primeiros meses de 2019. No mês de junho, o indicador apontou crescimento de 0,7% da economia, em comparação ao mês anterior.

O Monitor do PIB é elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) e estima mensalmente o PIB brasileiro em volume e em valor. Seu objetivo é prover a sociedade de um indicador mensal do PIB, tendo como base a mesma metodologia das Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O coordenador do relat√≥rio, economista Claudio Considera, disse √† Ag√™ncia Brasil que o resultado ‚Äúmostra que n√£o estamos em recess√£o t√©cnica. Mostra um crescimento, uma taxa positiva, embora a economia esteja crescendo muito pouco‚ÄĚ. A estimativa do Ibre √© que o ano termine com evolu√ß√£o do PIB entre 0,8% e 1,1%.

Em relação ao segundo trimestre de 2018, a economia cresceu 0,7%, o que contribuiu para trazer de volta a taxa acumulada em 12 meses para 0,9%, mesma variação observada no primeiro trimestre do ano.

Serviços sobem
De acordo com o relat√≥rio, entre os tr√™s grandes setores da economia, a agropecu√°ria e a ind√ļstria apresentaram taxas negativas no segundo trimestre de 2019 ante igual per√≠odo do ano passado (-1% cada), enquanto o setor de servi√ßos, que j√° apresentava taxas positivas h√° dez trimestres, continuou em expans√£o (1,2%), destacando com√©rcio e transportes. Comparativamente ao acumulado janeiro/mar√ßo deste ano, o setor de servi√ßos cresceu 0,3%. Na ind√ļstria, o principal destaque negativo foi a ind√ļstria extrativa, que caiu 8,8%, em fun√ß√£o principalmente da queda da barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG), analisou Considera.

Já a taxa de investimento, ou formação bruta de capital fixo (FBCF), subiu 4% no segundo trimestre, em comparação ao mesmo período do ano passado, impulsionada pelo crescimento de 8,3% de máquinas e equipamentos, que reverteu a trajetória de queda registrada no início do ano. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, a taxa evoluiu 2,3%, após dois recuos consecutivos.

No lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 2,1% no segundo trimestre de 2019, em comparação ao mesmo trimestre de 2018, impulsionado pelos serviços e também por bens duráveis, que experimentaram expansão de 7% nos três primeiros meses deste ano, ante igual período de 2018. Em comparação ao trimestre anterior, o consumo das famílias aumentou 0,7%. Esse foi o décimo crescimento consecutivo desse componente, segundo o Monitor do PIB-FGV.

Comércio exterior
O Monitor do PIB-FGV aponta crescimento na exporta√ß√£o brasileira no segundo trimestre de 2,6%, em rela√ß√£o ao mesmo per√≠odo do ano passado. Os segmentos que mais cresceram foram bens intermedi√°rios (12,7%), bens de consumo n√£o dur√°veis (16,6%) e produtos da extrativa mineral (8,2%). O relat√≥rio chama aten√ß√£o que ‚Äúembora com desempenho positivo desde o terceiro trimestre de 2018, a exporta√ß√£o de produtos da extrativa mineral apresenta trajet√≥ria descendente desde o in√≠cio de 2019, reflexo do desastre de Brumadinho‚ÄĚ.

J√° a importa√ß√£o evoluiu 4,5% no segundo trimestre, frente o mesmo trimestre de 2018. Os principais destaques positivos foram bens de capital (17,8%) e produtos da extrativa mineral (8,2%). De acordo com o Monitor, somente as importa√ß√Ķes de bens de consumo retra√≠ram na compara√ß√£o entre o segundo trimestre deste ano e do ano passado: -23,4%, nos bens de consumo dur√°veis; -10,5% nos semidur√°veis e -8,9% nos n√£o dur√°veis.

Em valores
Em termos monet√°rios, o PIB alcan√ßou cifra em valores correntes da ordem de R$ 3,469 trilh√Ķes, no acumulado do primeiro semestre de 2019. A taxa de investimento (FBCF/PIB) foi de 17,2% em junho, considerando a s√©rie a valores de 1995.

(Agência Brasil)

Para continuar lendo:
Tenha acesso a 5 textos
gratuitos todo mês
Cadastre-se gratuitamente »
Aproveite todo conte√ļdo da Revista Algomais sem limites
Assine »