Jessica Myriam: “Diagnóstico precoce pode ajudar cardiopata a não desenvolver forma grave da Codiv-19.”

Jessica Myriam: “Diagnóstico precoce pode ajudar cardiopata a não desenvolver forma grave da Codiv-19.”

Publicado em 30/06/2020 por Revista algomais às 17:21
Cardiologista fala sobre os efeitos do novo coronavírus e da quarentena em pessoas com problemas cardiovasculares.

Haja coração para enfrentar esta pandemia! O medo da infecção pelo novo coronavírus e o estresse causado pelo isolamento social podem provocar complicações em pessoas com problemas cardíacos. Mas não é só isso: cardiopatas também são mais propensos a desenvolverem a forma mais grave da doença. Mas nem tudo são
más notícias. Nesta entrevista a Cláudia Santos, a cardiologista Jessica Myrian de Amorim Garcia, professora do Curso de Medicina da FPS (Faculdade Pernambucana de Saúde) afirma que muitos hipertensos trabalhando em home office apresentaram queda na pressão arterial. Outro dado importante é que o diagnóstico precoce e o tratamento correto podem ajudar o paciente a não desenvolver a fase mais severa da doença.

Por que as pessoas com problemas cardíacos são mais propensas a apresentar quadros mais graves da Covid-19? Qual o efeito
que o novo coronavírus provoca no coração?
Inicialmente é importante ressaltar que pacientes com doenças crônicas como hipertensão, diabetes e que já tiveram alguma doença cardíaca, como infarto, fazem parte do grupo de maior risco por possuírem uma predisposição para desenvolver a forma grave da doença, não especificamente para ser contaminado pelo coronavírus (SARS-CoV-2). O coronavírus pode causar comprometimento cardiovascular agudo atribuído a vários mecanismos, como isquemia (redução do fluxo de sangue para o coração), inflamação sistêmica e dano mediado por patógeno (o vírus migrar pela circulação e infectar as próprias células do coração) com elevação dos níveis de biomarcadores, como troponina I, BNP e dímero D. Esses pacientes podem evoluir para quadros clínicos graves, com dispneia (dificuldade de respirar), hipóxia (baixa concentração de oxigênio nos tecidos) ou envolvimento pulmonar acima de 50%. Também podem evoluir para doença crítica (com insuficiência respiratória, choque e/ou falência de múltiplos órgãos).

 

Estudos recentes mostraram que o novo coronavírus se conecta a um receptor na superfície das células que é o mesmo alvo de uma classe de medicamentos anti-hipertensivos chamados inibidores de ECA. Essa descoberta provoca alguma alteração no tratamento de pessoas hipertensas?
A estrutura da região do gene de ligação ao receptor é muito semelhante à do coronavírus da SARS e foi demonstrado que o vírus usa o mesmo receptor, a enzima de conversão da angiotensina 2 (ACE2), para entrada nas células. A Sociedade Brasileira de Cardiologia, a Sociedade Europeia de Cardiologia e o American College of Cardiology recomendam a avaliação individualizada do paciente e sugerem que não se suspendam abruptamente os esquemas terapêuticos em uso, uma vez que isso pode causar instabilidade clínica e complicações cardiovasculares.

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