Nêuton Magalhães: “Quando as emoções não estão bem, a dor se intensifica.”

Nêuton Magalhães: “Quando as emoções não estão bem, a dor se intensifica.”

Publicado em 15/10/2020 por Revista algomais às 5:00
Neurocirurgião aborda como a pandemia interfere nas dores agudas e crônicas.

Imprevisibilidade, confinamento, medo de se contaminar pela Covid-19 e trabalhar em home office sem as condições ergométricas adequadas. Eis um conjunto de fatores causados pela pandemia que tem influência no surgimento de um quadro de dor ou até no agravamento de dores crônicas. Nesta entrevista a Cláudia Santos, o neurocirurgião Nêuton Magalhães comenta como a crise desencadeada pela disseminação do novo coronavírus tem provocado sintomas dolorosos nos pernambucanos. Magalhães, que é sócio-fundador da Clínica Neurodor (especializada em dor de difícil controle, localizada no Hospital Jayme da Fonte), explica como o estado emocional pode contribuir
para manifestação desse sintoma e orienta como ele pode ser prevenido.

Quais as principais queixas de dor que têm chegado aos consultórios durante a pandemia?
Dor na coluna.

O sedentarismo a que muitos se submeteram nesta pandemia pode ser uma das origens das queixas da dor? Por que a falta de exercício provoca dores?
Sim, sem dúvida, o sedentarismo contribui muito para o surgimento de dores de origem muscular. Com a falta de exercício, cria-se um cenário para desenvolvimento de vários fatores perpetuantes de dores na coluna como, por exemplo, obesidade e atrofia muscular. Além disso, problemas emocionais como ansiedade e depressão se acentuaram durante a pandemia e isso contribui para aumentar as dores.

A pandemia tem levado as pessoas com sintomas de dor a se automedicarem ainda mais e protelar a ida a uma consulta médica? Qual a consequência disso?
Sim, muitas pessoas e alguns médicos não se adaptaram aos meios digitais (teleconsultas) e isso levou à automedicação em muitas situações. As consequências disso podem ser danosas para nosso organismo. O uso crônico de analgésicos simples pode levar a problemas gástricos e renais sérios ou irreversíveis. No geral, em casos de dor na coluna, não devemos tomar analgésicos mais que 15 dias, no máximo 30 dias, se houver necessidade e, preferencialmente, sob prescrição médica.

A dor de cabeça ou pelo corpo pode ser um sintoma de Covid-19. Como diferenciá-la dos demais tipos de dor?
A dor de cabeça decorrente da Covid-19 geralmente vem acompanhada de sintomas no corpo inteiro e febre (sintomas gripais). Dores nas articulações também podem ocorrer, além de outros sintomas como perda ou diminuição do olfato.

LEIA A ENTREVISTA COMPLETA NA EDIÇÃO 175.2 DA REVISTA ALGOMAIS

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