Conheça a importância do ácido salicílico, ‘pior inimigo’ de cravos e espinhas

Conheça a importância do ácido salicílico, ‘pior inimigo’ de cravos e espinhas

Publicado em 21/07/2019 por Revista algomais às 11:07
Dermatologista Dr. Jardis Volpe cita as propriedades desse ativo e explica como a substância trata a acne e oleosidade da pele, além de apresentar três tipos de tratamentos usados para conter essa condição

Não há nada mais irritante que ter uma espinha ou um cravo indesejado no rosto, ombro, pescoço ou costas. Esse é um dos principais problemas apresentados na pele, principalmente na dos adolescentes, pois a acne chegou a atingir aproximadamente 90% dos jovens dessa faixa etária. Para acabar com esse incômodo ou reduzir a vermelhidão provocados, existem diversos tratamentos, porém um componente geralmente utilizado chama a atenção. “É o ácido salicílico, substância potente que consegue uma penetração profunda na pele e é crucial contra a oleosidade e a acne, especialmente cravos e espinhas, por conta de sua eficaz ação esfoliante e anti-inflamatória”, afirma o dermatologista Dr. Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. Confira como age esse ativo e em quais tratamentos são aplicados para uma pele mais limpa e saudável.

Ácido salicílico – Quando falamos em produtos “skin-care”, existem duas principais classes de ácidos presentes: os beta-hidroxiácidos e os alfa-hidroxiácidos. O ácido salicílico se encaixa na primeira, em que a parte hidróxica da molécula é separada por dois átomos de carbono, diferente da segunda que é dividida por apenas um. Além disso, esse ativo é derivado da casca de salgueiro, que torna o ácido salicílico mais solúvel à oleosidade para penetrar melhor nos poros da pele. “Com isso, ele renova e estimula as células localizadas na superfície cutânea e elimina as células já mortas, além de desentupir os poros e regular a produção de sebo”, acrescenta o médico. O ácido salicílico promove a esfoliação e é também considerado um medicamento queratolítico, que é essencial para remoção de verrugas e outras lesões em que a epiderme gera pele em excesso. “Para ser usado na pele, o ativo é recomendado em menor quantidade nos produtos dermocosméticos e em maior volume nos tratamentos estéticos. Caso o paciente utilize o ácido em excesso ou tenha uma pele sensível, ele corre o risco de ter irritação, vermelhidão e o aspecto de pele seca no tecido. Por isso, é fundamental que se consulte um dermatologista”, explica Dr. Jardis.

Procedimentos – Para controlar a oleosidade e a aparição de cravos e espinhas, é indicado ao paciente o peeling com ácido salicílico, procedimento que dá uma maior estimulação às células por meio de uma descamação controlada. “O tratamento também confere ao tecido cutâneo melhor textura, além de promover rápida recuperação ao paciente”, esclarece o médico. Há também a utilização desse ativo para uma profunda limpeza de pele, pois é capaz de recuperar cicatrizes formadas pela acne e controlar o brilho quando está bem concentrado no rosto. É fundamental também na desobstrução dos poros, porque elimina a camada de queratina que o entope. Por fim, misturar ácido salicílico com o ativo LHA, que é mais suave e indicado para as pessoas de pele sensível, pode ajudar nos cuidados para ter a pele bem conservada. “Os dois atuando em conjunto proporcionam uma esfoliação controlada no tecido cutâneo e são vitais para propiciar melhor desempenho anti-inflamatório e regenerador à pele que contém acne e oleosidade”, finaliza o dermatologista.

 

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