Níveis elevados de colesterol são associados a maior risco de glaucoma - Algomais
Níveis elevados de colesterol são associados a maior risco de glaucoma

Níveis elevados de colesterol são associados a maior risco de glaucoma

Publicado em 05/06/2019 por Revista algomais às 14:04
Oftalmologista comenta pesquisa publicada este ano e alerta sobre o uso incorreto de colírios

Um dos principais causadores de cegueira irreversível no País, o glaucoma consiste na morte progressiva das células ganglionares da retina. O desenvolvimento da doença se deve, principalmente, à elevação da pressão intraocular por acúmulo do humor aquoso, líquido que tem função de nutrição no olho – assim, podendo levar dano ao nervo óptico. Cerca de 1 milhão de pessoas no Brasil têm glaucoma, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo estudo publicado na Ophthalmology, em 2 de maio de 2019, com 136.782 participantes, níveis mais elevados de colesterol no sangue foram associados com maior risco de Glaucoma Primário de Ângulo Aberto (GPAA). “Nesse estudo, evidenciou-se que o uso de estatinas por cinco ou mais anos, quando comparado com nunca usar, foi associado com um risco menor de GPAA em pacientes com nível de colesterol alto. É interessante salientar que um dos pesquisadores acredita que esse estudo tinha limitações, por isso estudos adicionais são necessários para confirmar os resultados, especialmente devido ao uso generalizado de estatinas em idosos com risco particular de desenvolver GPAA”, afirma o médico do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE) Rodrigo Coêlho.

A perda visual começa geralmente pela periferia, por isso não apresenta sintomas nos quadros iniciais. Muitos portadores de glaucoma acabam nem sabendo que têm a doença. Segundo Rodrigo Coêlho, alguns erros são cometidos por pacientes. “O primeiro é não aderir ao tratamento por não fazer consultas regularmente com o oftalmologista. Alguns pacientes já diagnosticados não usam colírios ou pingam fora do olho”, explica. É importante destacar que não é indicado tocar no dosador do colírio para não contaminar o medicamento. Outro erro frequente é trocar o frasco do colírio por medicação para uso oral em gotas, além de deixar de usá-lo no dia da consulta ou dos exames.

Ainda de acordo com o oftalmologista, é importante atentar para o uso correto de colírios. Lavar as mãos antes de aplicar, colocar o medicamento sem tocar no bico dosador para evitar a contaminação, pressionar com um dedo o canto interno do olho para reduzir absorção sistêmica e efeitos colaterais, fechar os olhos por alguns minutos e esperar pelo menos 5 minutos para instilar outro colírio. O tratamento do glaucoma pode ser feito, além do uso de colírios, com aplicação de laser e cirurgias, a depender de cada caso.

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