No Dia Mundial da Limpeza, mais de mil voluntários limparam praia, mangues e ruas do Recife

No Dia Mundial da Limpeza, mais de mil voluntários limparam praia, mangues e ruas do Recife

Publicado em 24/09/2019 por Revista algomais às 7:19
Arte educadores da SMAS conscientizaram a população sobre a importância do descarte correto do lixo através de esquete teatral, contação de história e intervenções. O lixo recolhido durante a ação foi destinado ao local correto.

Recife entrou no roteiro do World Cleanup Day (Dia Mundial da Limpeza) e mobilizou mais mil voluntários que participaram do mutirão em três pontos da cidade. Na Praia de Boa Viagem foram retirados, aproximadamente, 7 mil litros de resíduos. Já na Rua da Aurora o resultado foi 1.322.776 tonelada de lixo recolhido no mangue e, por fim, na Praça do Derby conseguiram retirar das ruas 700 kg de descarte incorreto.

A Prefeitura do Recife fez parte das ações através de atividades de educação ambiental promovidas pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, em parceria com a Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer e da Autarquia de Manutenção e da Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), que disponibilizou mais de 200 sacos entre os três locais, mil unidades da sacola de papel do Praia Limpa, além de realizar a destinação correta dos resíduos recolhidos.

Nos três pontos, artistas educadores da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade apresentaram esquetes teatrais, contações de histórias e sarau ambiental, ressaltando a necessidade de maior conscientização da população em relação à boa gestão e ao encaminhamento adequado do lixo. Para o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife, José Neves Filho, é preciso mudar o hábito das pessoas que, infelizmente, ainda continuam descartando lixo em local errado. “As pessoas precisam avaliar seu comportamento e mudar alguns hábitos urgente. Infelizmente, algumas ainda continuam descartando seu lixo em qualquer lugar. Um evento como este é essencial para conscientizar todo mundo para a necessidade da reciclagem. Recife tem mais de 3 mil lixeiras espalhadas por toda a cidade, além dos ecopontos para a destinação correta. A conscientização é importante”.

Sob a coordenação de ativistas ambientais ligados ao Movimento PE Sem Lixo, Recife Lixo Zero, Xô Plástico, Plogging PE e Recife Sem Lixo, os voluntários receberam orientações de como deveria ser feita a catação dos resíduos, assim como todo o material necessário como luvas, sacos e protetor solar.

“Eu acho que o plástico foi o que mais encheu nossos sacos de lixo na hora do mutirão, mas algo que surpreendeu mais ainda foi a quantidade de bitucas de cigarro encontradas. É interessante observar que ainda existe uma quantidade muito grande de fumantes em nossa cidade, que, além de afetar sua própria saúde, prejudicam a saúde das pessoas ao seu redor e do meio em que vivemos”, disse a estudante de odontologia, Sara Miranda, de 23 anos.

Na Praça do Derby, o mutirão contou também com a ajuda das crianças que fazem parte do Grupo Escoteiro Mathias Albuquerque. “Ainda tem muita gente que joga o lixo no chão mesmo tendo um monte de lixeiras na praça. Todo mundo precisa cuidar do próprio lixo”, enfatizou Jasmim Oliveira, de 12 anos. Na Praia de Boa Viagem, os resíduos foram depositados no Lixômetro disponibilizado pela Emlurb para que as pessoas tivessem noção do quanto é descartado irregularmente no local e os riscos que esse descarte traz.

“O grande problema da poluição plástica na vida marinha é que ela não vem da zona costeira, e sim de atividades terrestres, através dos rios. Então é importante que a população tome consciência de que o chão, rios e mangues não são locais para descarte de lixo e que a destinação de resíduos em lugares apropriados é a melhor forma de tentar resolver este problema”, explicou Renata Campelo, bióloga e integrante do movimento Recife Sem Plástico.

“Depois de coletado, esse lixo vai ser transportado à central de tratamento de resíduos na Muribeca, mais conhecido como aterro, e os recicláveis serão destinados à Cooperativa Palha de Arroz”, explicou Avelino Pontes, gerente geral de fiscalização da Emlurb.

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