País poderia ter mais de 13 mil leitos disponíveis por mês se houvesse saneamento

País poderia ter mais de 13 mil leitos disponíveis por mês se houvesse saneamento

Publicado em 08/06/2020 por Algomais às 11:17
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ranking ABES da Universalização do Saneamento,  Edição 2020 mostra que Brasil poderia ter 13.712 leitos por mês disponíveis durante a pandemia, se não houvesse internações por doenças causadas pela falta de saneamento. Foram mais de 40 mil internações nos meses de janeiro, fevereiro e março. O estudo reúne 1857 municípios, representando cerca de 70% da população do País, com informações dos municípios brasileiros fornecidas ao SNIS – Sistema Nacional de Informações de Saneamento – para o cálculo de cada um dos cinco indicadores utilizados no estudo. As 27 capitais brasileiras estão presentes no ranking. (confira aqui o estudo http://abes-dn.org.br/?p=34969).

Além do panorama nos municípios, o Ranking ABES demonstra a correlação entre a pontuação total alcançada por eles e a taxa de internação por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado, em função da intrínseca relação entre saneamento e saúde. “O saneamento, que já havia entrado na pauta política e da mídia e nas discussões da sociedade, tem agora sua importância ainda mais evidente, com a pandemia de covid-19. Temos que insistir na informação de que saneamento é saúde. Somente com este entendimento a população poderá identificar políticos que estejam comprometidos com esta questão e as políticas públicas que realmente tenham este objetivo, cobrando das autoridades a melhoria dos serviços. O saneamento tem impacto direto na vida de todas as pessoas e precisa ser prioridade de Estado na agenda dos governantes e dos legisladores, porém, sempre com uma discussão plural, que envolva todos as partes e, especialmente, que esclareça a sociedade”, ressalta Roberval Tavares de Souza, presidente nacional da ABES ( Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental).

A apresentação do estudo foi realizada pelo presidente nacional da ABES, Roberval Tavares de Souza e pelo coordenador da Câmara Temática da ABES de Comunicação no Saneamento, Dante Ragazzi Pauli, com comentários do Professor Elcires Pimenta, coordenador do MBA Saneamento Ambiental da FESPSP, além da participação de representantes das seguintes cidades, que estão entre as que apresentam melhores índices de cobertura: o Prefeito Rafael Greca, de Curitiba/PR; o vice-prefeito de Belo Horizonte, Paulo Roberto Lamac Junior; representando o Prefeito de S.Caetano, José Auricchio Junior, a engenheira Raquel Perrucci Fiorin Volf, responsável pelo Expediente da Divisão Técnica do SAESA; representando o Prefeito de Niterói, Rodrigo Neves Barreto, Dayse Monassa, secretária de Conservação e Serviços Públicos; e representando o governador do Distrito Federal (destaque para Brasília), o presidente da Caesb, Daniel Beltrão de Rossiter Corrêa.

O Ranking

Em sua quarta edição, o Ranking ABES da Universalização do Saneamento se consolidou como um importante instrumento de análise do setor no Brasil. A partir de indicadores de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, coleta e destinação adequada de resíduos sólidos, o ranking identifica o quão próximo os municípios estão da universalização do saneamento. Apura ainda os impactos da ausência ou precariedade do saneamento na saúde da população. Por fim, apresenta um panorama da situação de cada município do ranking em relação à formulação do Plano de Saneamento Básico, instrumento fundamental para as políticas públicas de saneamento no país e condição para obtenção de recursos da União para esses serviços a partir de 2023.

Sobre a ABES

Com 54 anos de atuação pelo saneamento e meio ambiente no Brasil, a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES reúne em seu corpo associativo cerca de 10.000 profissionais do setor. A ABES tem como missão ser propulsora de atividades técnico-científicas, político-institucionais e de gestão que contribuam para o desenvolvimento do saneamento ambiental, visando à melhoria da saúde, do meio ambiente e da qualidade de vida das pessoas.

 

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