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Férias escolares e terapias em crianças com Autismo: é possível pausar?

Férias escolares e terapias em crianças com Autismo: é possível pausar?

Publicado em 07/07/2021 por Revista algomais às 4:00

Apesar de todos os atropelos vividos nos últimos tempos na rotina das escolas, as férias de julho estão mantidas e já começam em grande parte dos colégios. Esse é um período de descanso e pausa nas atividades escolares, mas outras tarefas e compromissos, que fazem parte do cotidiano de algumas crianças, terminam virando alvo de dúvida e preocupação para os pais e responsáveis: posso dar férias de tudo que minha criança faz?

Questão muito comum para quem é cuidador de crianças com Autismo, por exemplo, que mantém ao longo do ano, terapias e outras intervenções quase que diariamente.
O que fazer no período de férias? É aconselhado pausar essas atividades? Isso trará algum prejuízo ou os benefícios trazidos pelo período de férias, compensa?

Para Maria Bethânia Mendes, fonoaudióloga comportamental, que atende crianças autistas há mais de 20 anos, é preciso cautela e orientação dos profissionais que acompanham a criança. “É importante uma conversa entre família e equipe profissional, para que juntos, avaliem o comportamento da criança quando fica sem os tratamentos, para que o período de descanso em família, não traga perdas das habilidades em construção”, diz Bethânia.

Segundo ela, tudo depende do nível de dificuldades que a criança apresente e também da disponibilidade da família, para inserir no dia a dia das férias, algumas práticas terapêuticas aplicadas durante os tratamentos. “É uma questão bem individual, que deve ser analisada conjuntamente, para definição do melhor formato possível de férias – lembrando que a orientação e psicoeducação da família e cuidadores para dar continuidade às intervenções nos outros espaços além dos consultórios, faz parte dos tratamentos e deve acontecer sempre, independente de férias; em casos onde for indicado, é possível encurtar o período ou intercalar com as intervenções, sem que haja perdas na evolução do paciente”.

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