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Câncer de próstata registra 65 mil novos casos por ano

Câncer de próstata registra 65 mil novos casos por ano

Publicado em 02/11/2021 por Revista algomais às 4:00
Em referência ao novembro azul, mês de conscientização sobre a doença, especialista reforça a importância de homens acima dos 50 anos estarem em dia com seus exames

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre brasileiros, com estimativa de 65 mil novos casos para cada ano do biênio 2021-2022. Homens com mais de 50 anos devem se consultar com o urologista mesmo sem sintomas aparentes, pois é nesta faixa etária que costumam surgir o câncer de próstata e doenças relacionadas ao trato urinário inferior. Caso algum parente próximo tenha sido diagnosticado com a doença, o rastreio deve começar a partir dos 45 anos.

O urologista Guilherme Maia, especialista em uro-oncologia, explica que fatores de risco não determinam uma doença, mas servem como indicadores de maior vulnerabilidade. Existem algumas condições que aumentam a chance de um homem ter câncer de próstata: idade – cerca de 60% dos cânceres de próstata surgem em homens acima dos 60 anos; histórico familiar – se o avô, pai ou irmão foram diagnosticados com a doença, os riscos são maiores; raça – homens negros sofrem maior incidência desse tipo de câncer; e obesidade – estudos indicam que obesos têm maior propensão ao câncer de próstata e, nesses casos, surgem mais agressivos.

“O diagnóstico é confirmado com uma biópsia, porém, é preciso antes realizar o toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos. O PSA é um exame complementar, auxiliando na investigação da doença”, esclarece o especialista. Maia também enfatiza que cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal. Por isso, a avaliação clínica não deve ser deixada de lado. “Medo e falsa percepção de imunidades às doenças contribuem para que o homem não tenha uma frequência no consultório médico e, tratando-se do exame de toque ainda existe muito tabu”, reflete.

Dificuldade para iniciar a micção, maior frequência urinária, pouco fluxo urinário, urgência para urinar e sensação de esvaziamento incompleto, além de sangue na urina, são alguns sintomas que servem de alerta. Contudo, a doença em sua fase inicial tem evolução silenciosa, sendo fundamental a realização do check-up anual. “Os exames rotineiros são essenciais, mas investir em práticas saudáveis, como alimentação balanceada, praticar atividades físicas, não exagerar no consumo de bebida alcoólica e ficar longe do cigarro, podem ajudar a diminuir o risco do câncer”, pontua, concluindo que, quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são de 90%.

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