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O mundo recomeça pelo Centro do Recife
Francisco Cunha

O mundo recomeça pelo Centro do Recife

Publicado em 23/11/2021 por Revista algomais às 4:20

Na quinta-feira, 18.11.21, tive a oportunidade de participar, no Cais do Sertão, do lançamento, pela Prefeitura do Recife, da inciativa denominada Recentro que tem como slogam uma paráfrase do famoso título do painel pintado pelo grande artista plástico pernambucano e modernista brasileiro, Cícero Dias, escrito no chão da Praça do Marco Zero: “Eu Vi o Mundo… Ele começava no Recife”.

O slogam do Recentro é: “O mundo recomeça pelo Recife”. Trata-se de uma iniciativa que há muito tempo o Recife estava requerendo, precisando, praticamente exigindo: prioridade para o seu centro, com destaque para uma gestão territorial própria, no caso uma espécie de escritório de gestão com status de secretaria municipal, ligada diretamente ao prefeito.

A área de abrangência dessa gestão territorial será os bairros do Recife, Santo Antônio e São José, historicamente os territórios que primeiro se desenvolveram na cidade e que formam o seu primitivo núcleo de povoação. Até a década de 1970 eram o centro comercial (as principais e as mais sofisticadas lojas da cidade), de serviços públicos (as principais “repartições” municipais, estaduais e federais) e privados (quase todos os médicos, dentistas, advogados, bancos, agências de viagem, restaurantes, bares, cinemas, etc), cultural (basta dizer que o frevo nasceu em São José e que o teatro Santa Isabel fica em Santo Antônio), religiosa (provavelmente a maior concentração de capelas e templos barrocos do mundo).

Pois, desde então, com o desenvolvimento dos outros bairros mais distantes e a implantação neles de grandes centros comerciais (shoppings), foi-se dando a decadência e o esvazimento paulatino e contínuo dessa importande região onde a cidade nasceu e, inclusive, abrigou, 100 anos depois, a primeira cidade planejada do Brasil (Mauriciópolis, a sede da ocupação holandesa do Nordeste Brasileiro). Exceção feita ao Bairro do Recife que, a partir do início do atual século descobriu uma nova vocação como polo tecnológico (o Porto Digital).

Tive a oportunidade de dizer ao prefeito João Campos, após o lançamento, que, naquele momento, ele tinha feito história. Desejo a ele, a sua equipe e a Ana Paula Vilaça, que assumirá a nova secretaria, todo o sucesso, inclusive para resgatar o indispensável planejamento de longo prazo para a região, também há décadas desaparecido.

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