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O sucesso da gelada artesanal da Debron
Rafael Dantas

O sucesso da gelada artesanal da Debron

Publicado em 10/03/2020 por Revista algomais às 5:30
Vendas da DeBron crescem acima dos 70% nos últimos dois anos com investimentos em novos estilos, no processo produtivo e na distribuição. Thomé Calmon planeja apresentar três lançamentos em 2020, além de movimentar o novo espaço de convivência. Foto: Tom Cabral/Algomais

Lançamento de novos estilos, premiações internacionais e investimento na experiência dos seus consumidores foram algumas das fórmulas da DeBron para crescer nos últimos anos. A cervejaria artesanal pernambucana elevou em 71% o volume de vendas em 2019. Em 2020, a empresa projeta um novo salto e já virou o ano com uma novidade que promete reunir cervejeiros e turistas na sua sede, em Jaboatão dos Guararapes: um espaço de eventos e convivência.

Pioneira no mercado de cervejarias artesanais em Pernambuco, a DeBron vai completar cinco anos de atividades em junho. O nome significa A Fonte, em holandês, em homenagem à primeira experiência de produção de cerveja no Estado ainda nos dias do Conde Maurício de Nassau. O empreendimento dos sócios Thomé Calmon, Raimundo Dantas e Eduardo Farias começou apenas com chopes, o que formou seu público inicial. Esse produto ainda é responsável por 70% do consumo da marca, sendo distribuídas em mais de 130 chopeiras em terras pernambucanas, na Paraíba e em Alagoas.

“Quando começamos não havia ainda esse negócio em Pernambuco. Viajamos o País para conhecer o segmento e trazer as melhores consultorias. Desde o início o mercado de cervejas caseiras começou a se aproximar da gente, participar dos nossos eventos. Os principais cervejeiros artesanais que atuam hoje no Estado estavam nessas farras e se entusiasmaram para abrir os seus negócios”, conta Thomé Calmon.

Um ano depois do início da operação, surgiram as primeiras garrafas, em apenas três estilos (larger, golden ale e weizen). Hoje já são 18, sendo alguns sazonais. Para dar conta da variedade de produtos e do aumento de clientes, a fábrica cresceu. A primeira produção foi de 8 mil litros mês. Hoje a cervejaria tem a capacidade instalada de produzir até 130 mil litros mensais. Em 2019, a marca teve picos de produção de 110 mil litros por mês.

Apesar dos números impressionarem, não é o volume de produção a principal preocupação da empresa. A DeBron tem um investimento forte em qualidade do produto e na experiência do consumidor final. Participando de concursos no Brasil e no exterior, a marca é a mais laureada entre todas as cervejas artesanais do Nordeste, com seis medalhas nacionais e 16 prêmio internacionais. A imperial stout, que tem em sua composição rapadura e amêndoas de cacau, já venceu a Copa do Mundo das cervejas, o World Beer Awards, em Londres, em 2018, na categoria. “Temos trabalhado muito em qualidade, controles e processos. Trazemos consultorias externas para oxigenar, apontar ideias novas. Esse é o nosso principal investimento hoje”, conta Thomé.

Uma característica do segmento, segundo o empresário, é de ter uma atuação marcante num raio de 150 km. Daí, a marca ser forte em Pernambuco, Paraíba e Alagoas. As garrafas da DeBron são encontradas ainda, em menor escala, em São Paulo, Brasília e Fortaleza, via distribuidores. A distribuição em grandes redes de supermercado, como Pão de Açúcar e Carrefour, também contribuiu para robustecer a sua presença junto a um público consumidor mais amplo no País. “A entrada nas gôndolas das grandes redes ajudou muito para a DeBron ser mais conhecida. É uma exposição de marca muito importante”, afirma.

Uma novidade no início deste ano foi a inauguração do um espaço climatizado, com capacidade de promover eventos para até 1,2 mil pessoas. “Sempre tivemos o sonho de agregar a fábrica a uma área de convivência em que a gente conseguisse expandir a experiência cervejeira. É um local para as pessoas verem a operação, perceberem que há vida atrás da garrafa e conhecer o processo de fabricação. Teremos experiências de harmonização também. Pretendemos fazer vários eventos, além de locar o espaço para promover a cultura cervejeira. Ser um ponto focal para que as pessoas se reúnam e tomem um bom chope”, planeja.

O investimento no complexo cervejeiro foi de R$ 600 mil. Além do espaço para eventos, com vista para os tanques do processo industrial, há ainda uma lojinha, onde são comercializadas as variedades de estilos da marca e alguns sourvenirs típicos da cena cervejeira. A 500 metros do aeroporto e no caminho das praias da Zona Sul, há uma aposta de que o espaço seja frequentado também por turistas. Nos sábados, há visitas guiadas na fábrica para visitantes agendados.

Para 2020, o empresário promete que os cervejeiros vão conhecer três novos estilos da marca que estarão nas prateleiras até dezembro. A expectativa de crescimento da empresa para este ano é avançar em 70% no volume de produção e de contratação de pelo menos mais 30% do quadro de profissionais.

*Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais (rafael@algomais.com)

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