Dia Mundial da Doença de Chagas é celebrado hoje (14)

Hoje (14) é considerado o Dia Mundial da Doença de Chagas e será momento de alerta à população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da enfermidade. Espera-se também reduzir preconceitos e estigma da população que vive com a doença. A data foi definida no ano passado pela Organização Mundial de Saúde, sendo em 2020 a sua primeira celebração. No Recife, a Casa de Chagas, instituição ligada ao Pronto Socorro Cardiológico (PROCAPE), lidera uma ação online, em função do isolamento social pela COVID-19, para informar a população sobre cuidados com a Doença de Chagas e alertar a comunidade científica e sanitária que ela permanece viva e distribuída globalmente.

Em função do distanciamento social realizado por grande parte da população, por causa da COVID-19, a programação do primeiro Dia Mundial da Doença de Chagas, hoje (14), teve suas atividades diluídas ao longo de toda a semana, de 13 a 18, e segue em formato online. A Casa de Chagas vai coordenar uma série de atividades no Instagram (@casadechagas), alertando a população a respeito da infecção e dos cuidados necessários para não contrai-la. De acordo com o Dr. Wilson Oliveira Junior, professor de Cardiologia da UPE e coordenador da Casa de Chagas, a doença ainda é um grave problema de saúde pública, no Brasil e no mundo e, mesmo no contexto de pandemia que se vive, é necessário seguir falando sobre ela e informando a população. “Decidimos fazer uma ação menor, e online, mas não podemos deixar de fazê-la. A conquista do Dia Mundial, ação coletiva de vários atores, não poderia passar em branco. A população precisa ser informada corretamente”, pontua.

Tida como a mais brasileira das enfermidades, a Doença de Chagas ainda afeta milhões de brasileiros que permanecem sem diagnóstico e tratamento efetivo, segundo dados do Ministério da Saúde. A doença possui uma fase aguda, que pode ser identificada ou não e que tende a evoluir, caso não seja tratada com medicamentos específicos, para a fase crônica, que em 30% dos casos desenvolvem comprometendo cardiogico, digestivo, neurológico ou misto. Os demais 70% dos pacientes permanecem infectados, mas sem lesão visceral. Nesses casos, o pacientes levam vida normal, tendo como impedimento a doação de sangue, órgãos e tecidos. As formas de transmissão da doença podem ser vetorial (com a picada do inseto Barbeiro), transfusional (na transfusão de sangue de doadores infectados), transplacentária (da mãe para o bebê durante a gravidez e o parto) e por via oral (ao consumir alimentos infectados com as fezes do inseto Barbeiro, carnes cruas de animais fectados).

Doença de Chagas e COVID-19 – De acordo com a OMS, ainda não existem evidências científicas suficientes que relacionem as duas infecções. Mas, os pacientes da Doença de Chagas com manifestações cardiológicas de insuficiência cardíaca e arritmias graves podem apresentar complicações da COVID-19. Por falta de mais evidências, as recomendações aos pacientes da Doença de Chagas são as mesmas preventivas para todos, evitando o contato social e seguindo protocolos de higiene.

Casa de Chagas – a instituição abriga uma associação de pacientes e voluntários para o tratamento da enfermidade pioneira no mundo e o Ambulatório de Referência em Doença de Chagas do Pronto Socorro Cardiológico (PROCAPE), da Universidade de Pernambuco (UPE). A atuação da instituição se dá em conjunto com o Programa Estadual de Enfrentamento às Doenças Negligenciadas (SANAR), da Secretaria de Saúde do estado.

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