Uma ponte entre Recife e Ouagadougou, em Burkina Faso – Revista Algomais – a revista de Pernambuco
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Instituto de Pesquisas Estratégicas em Relações Internacionais e Diplomacia

Uma ponte entre Recife e Ouagadougou, em Burkina Faso

*Por Marco Alves, Fellow correspondente do Iperid na França

O anseio pela descoberta do mundo se caracterizou pela minha presença na América Latina, com o Brasil em principal destaque, durante cerca de dez anos. Foi lá que minha carreira profissional se construiu em uma primeira fase.

A experiência adequirida, principalmente quando trabalhei para o Governo de Estado de Pernanbuco, me abriu novas portas de forma totalmente inusitadas. Ajudar no desenvolvimento local, na retomada econômica, criar renda e emprego com métodos inovadores, com low tech, pensar de forma circular e em cadeias de valores, eis algumas das competências que eu desenvolvi junto com profissionais de instituições federais e estaduais, de agricultores, de criadores de gado.

Com essa bagagem então, se abriu o mundo do desenvolvimento economico local no continente Africano. Primeiramente na Republica Centrafricana, mais tarde na Costa do Marfim e no Burkina Faso. Essas novas expriências, tiveram como particularidade de me fazer trabalhar com um publico mais jovem, com sede de aprender e descobrir o mundo por um olhar novo.

Formar jovens, saciar seus desejos de conhecimento, ser claro, objetivo e pedagógico são desafios constantes e admiro imensamente meus colegas professores que abraçam essa carreira ao longo da vida. Eu também abraça-la-ei em breve acredito, porque depois de receber tanto da vida está na hora de transmitir e devolver.

Estas últimas duas semanas tirei férias e voltei ao Burkina Faso, onde vivi quase um ano, para voltar a ver os jovens que acompanhei durante esse periodo e também realizar palestras e seminarios em Faculdades de Administração, Escolas Profissionais e Universidades, onde venho falar de Economia Circular, Economia Azul, Low tech e outras temáticas.

No fim de uma dessas palestras, recebi minha primeira condecoração de uma escola, pelo seu diretor e por parte de um membro do Ministério da Educação. Que orgulho senti! Par mim vale mais, mas muito mais que dinheiro! Quer dizer que profissionais consideraram que eu permiti uma ponte que traz algum beneficio aos estudantes. Consegui transmitir! Consegui o que hoje determina meu propósito de vida! Não há maior satisfação!

Condecoração recebida pelo Diretor da escola o Senhor Tindano Douada

Ser Fellow do Iperid é isso também, criar pontes novas, trazer visões distintas, aprender, trocar ideias e depois transmitir. Estamos criando novas cadeais de valores que possam alcancar o mundo, o Brasil, o Nordeste e obviamente Pernambuco. Quem sabe, em breve criaremos uma ponte entre Recife e Ouagadougou?

 

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