Sondagem: 78,6%, dos pernambucanos desejam comemorar o Dia das Mães

Gasto médio por presente será de R$ 165. Maioria pretende realizar compras utilizando o cartão de crédito

(Da Fecomércio-PE)

A sondagem sobre as intenções dos consumidores de Pernambuco quanto à comemoração do Dia das Mães 2022, foi realizada entre os dias 19 e 26 de abril, na Região Metropolitana, Agreste e Sertão do Estado, envolvendo um plano amostral de 900 pessoas, com cotas entre homens e mulheres, de 18 anos ou mais e renda mensal familiar a partir de 1 salário mínimo, nos principais pontos de fluxo do comércio local. O objetivo da pesquisa é prover informações relevantes às empresas do comércio varejista e de serviços de alimentação a respeito das perspectivas e perfis de consumo para o evento.

Para o Dia das Mães 2022, o percentual dos que desejam comemorar o evento no estado é de 78,6%, intenção que é ligeiramente menor entre as mulheres (77,7%) e levemente maior entre os homens (79,7%). Por outro lado, a proporção dos que pretendem comemorar se reduz com o avanço da faixa etária, alcançando 88,2% entre os mais jovens (18 a 29 anos) e chegando a 61,6% entre os mais velhos, de 60 anos ou mais. Entre as classes de renda, o percentual mais elevado (83,9%) se observa entre aqueles com renda familiar de 5 a 10 salários mínimos, e o menor percentual na classe de 1 a 2 s.m.

Sobre as formas de comemoração, 64,7% declararam que irão presentear alguém no Dias das Mães 2022, proporção que ficou em 60,2% entre as mulheres e 69,7% entre os homens. O desejo de presentear é maior na faixa etária mais jovem da pesquisa, de 18 a 29 anos, chegando a 74,7%. Essa intenção é bem menor com o avanço da idade, alcançando apenas 34,7% dos entrevistados na faixa de 60 anos ou mais. Quando se comparam as classes de renda familiar, os entrevistados na classe acima de 5 salários mínimos são os mais interessados em comprar presentes (56,5%). Na comparação com as perspectivas de anos anteriores à pandemia, como 2019, a intenção de presentear se encontra abaixo do padrão esperado para a data, que era em torno de 80% dos consumidores que pretendiam comemorar.

A frequência a restaurantes e lanchonetes será de 17,0% entre os consumidores que presentem comemorar o Dia das Mães. O resultado representa uma melhora em relação às pesquisas mais recentes a respeito das datas comemorativas, a exemplo do Final de Ano, mas a intenção concentra-se principalmente nas faixas de renda domiciliar mais elevadas (acima de 5 salários mínimos). Além disso, também é um padrão abaixo das perspectivas observadas em anos anteriores à pandemia, quando a intenção de comemoração em restaurantes e lanchonetes no Dia das Mães alcançava pelos menos 25% dos consumidores que pretendiam comemora a data.

Os resultados, refletem o ambiente de inflação elevada observada pelos consumidores, que vêm afetando os preços em diversos segmentos do varejo e serviços. No caso dos serviços de alimentação fora do domicílio, as informações mais recentes do IPCA-15 apontam um aumento de 6% em 12 meses, até abril, na Região Metropolitana. Assim, apesar do fim das restrições à frequência de ambientes fechados, a maior parte dos consumidores considera comemorar a data em confraternização doméstica, inclusive para viabilizar a compra de presentes. Nesse sentido, a comemoração em casa vai ser opção para 55% dos consumidores que pretendem comemorar o Dia das Mães, sendo bem maior nas classes de renda domiciliar até 3 salários mínimos.

Entre os que pretendem presentear no Dia das Mães, a grande maioria (85,3%) declara que, até o momento da pesquisa (26 de abril), ainda não realizou a compra dos presentes, deixando então essa ação para a semana pré-evento. Na classe de renda domiciliar mais baixa avaliada na pesquisa (até 2 salários mínimos) esse percentual é ainda maior, chegando a 91,1%.

A média de presentes, segundo apontou o levantamento, deve chegar a 2 itens por consumidor, sobretudo nas classes de renda domiciliar acima de 3 salários mínimos. A perspectiva é de que aproximadamente 2/3 dos consumidores adquiram apenas 1 presente e pouco mais de 1/4 comprem até 2 itens para presentear a pessoa homenageada.

Estimou-se que o gasto médio por presente será de R$ 165, ficando em R$ 146 entre as mulheres e chegando a R$ 186 entre os homens. Entre os mais jovens, o gasto médio será de R$ 175. Esse valor se reduz à medida que se avança a idade, ficando em R$ 132 na faixa de 60 anos ou mais. Por classe de renda domiciliar, aqueles com renda acima de 10 salários mínimos pretendem gastar em média R$ 300 por presente, enquanto aqueles com renda domiciliar até 2 salários mínimos mensais pretendem gastar no máximo R$ 90 por item. Já o gasto médio com restaurantes, bares e lanchonetes foi estimado em R$ 172.

Quanto à forma de pagamento pelos presentes, entre o mix de formas de pagamento à disposição dos consumidores, a pesquisa revelou que a maioria (49,1%) pretende realizar compras utilizando o cartão de crédito. O pagamento em dinheiro foi citado por 30,8%, seguido do cartão de débito (16,3%) e do PIX (10,4%).

Sobre os locais ou canais de compra dos presentes, 47,5% citaram que pretendem buscá-los em lojas do comércio. O shopping center, cumulativamente, ou seja, sem descartar outras opções de local, foi citado por 37,9% dos entrevistados. Destaca-se ainda o percentual relevante de consumidores que pretendem realizar compras no comércio eletrônico – através de sites, redes sociais ou aplicativos de market place –, que alcançou 19,4%.

Itens de menor valor agregado, que comprometem menos o orçamento pessoal, serão os mais procurados entre os que desejam presentear. A sondagem aponta que as ‘roupas’ (35%), os ‘perfumes e cosméticos’ (30,8%) e os ‘calçados’ (18,8%) serão os preferidos no momento da escolha, seguidos de ‘bolsas ou carteiras’ (9,4%), ‘eletrodomésticos’ (9%) e ‘jóias ou bijuterias’ (8,3%).

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