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Monumento de Abelardo da Hora celebrou a Convenção de Beberibe

Monumento de Abelardo da Hora celebrou a Convenção de Beberibe

Publicado em 05/10/2021 por Revista algomais às 4:15

*Por Rafael Dantas

A Prefeitura anunciou em agosto de 1972 o resultado de uma seleção para a construção de um monumento que fizesse uma homenagem à Independência do Brasil. O trabalho escolhido foi do escultor Abelardo da Hora. E a referência, na verdade, foi à Revolução de 1821. Até hoje permanece em destaque no bairro de Beberibe o “Monumento à Convenção de Beberibe”. O prefeito da ocasião era Augusto Lucena.

O monumento é uma representação do “anjo da liberdade e do ideal da independência, inspirado nos convencionais de 1817”. Em 10 de novembro de 1972, um outro artigo do Diario de Pernambuco trouxe alguns detalhes que explicam as formas que podemos ver na obra de Abelardo da Hora. “O monumento à Convenção de Beberibe terá forma cilíndrica, com 8 m de altura, encimado por uma figura representando o anjo da liberdade, tendo a sua parte inferior entrelaçada por 6 figuras distintas e contínuas, representando, de um lado, as 3 raças, e do outro, 3 convencionais de Beberibe, vendo-se um deles assinando o documeto que liderou o movimento de independência do País”.  A coluna foi chamada por Abelardo da Hora de “Coluna da Pátria”.

De acordo com o Diario de Pernambuco de 20 de agosto, a comissão que escolheu o monumento foi composta pelos secretários Alfredo de Oliveira e Luís Coimbra, de educação e planejamento, além do presidente do Conselho Municipal de Cultura, Flávio Guerra, e do jornalista José Gonçalves, diretor do Departamento de Educação e Cultura. Em uma outra reportagem, de dezembro daquele ano, foi mencionado ainda o secretário de Viação e Obras Fernando Pontual.

É possível ler a cobertura da inauguração do monumento na edição de 3 de janeiro de 1973, pela hemeroteca da Biblioteca Nacional, na reportagem: Monumento Reverencia Heróis da Convenção de Beberibe

Além do prefeito Augusto Lucena e do governador Eraldo Gueiros Leite,  celebração de inauguração contou com as presenças ilustres escritores de Gilberto Freyre, Nilo Pereira e Orlndo Parahim. “Pernambuco estava presente e sempre de pé em defesa de suas liberdades e na afirmação do seu conteúdo cívico e imortal como vem fazendo até hoje e como está fazendo agora”, declarou Augusto Lucena, na cerimônia de inauguração.

Uma curiosidade revelada no Diario da Manhã, de 1972, é que sob a pedra fundamental do monumento foram depositados exemplares do referido jornal e de outras publicações da época, além de moedas nacionais e correntes de ouro e de prata que ficariam ali como “testemunhas desta fse histórica brasileira”.

O monumento atualmente precisa de alguns serviços de conservação, como a limpeza das pichações e da placa com as informações do movimento de 1821, além da recolocação de uma das mãos do anjo da liberdade.

Foi nas vizinhanças dessa praça que se reuniram no passado os revolucionários de 1821 e que de lá articularam os últimos passos do cerco que foi fechado ao então governador português Luiz do Rego Barreto.

*Rafael Dantas é repórter da Revista Algomais (rafael@algomais.com)

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